{"id":4697,"date":"2026-06-27T08:00:13","date_gmt":"2026-06-27T11:00:13","guid":{"rendered":"https:\/\/blackhits.com.br\/home\/como-o-novo-lancamento-do-ateez-acendeu-uma-discussao-sobre-o-uso-do-funk-brasileiro-no-k-pop\/"},"modified":"2026-06-27T09:30:28","modified_gmt":"2026-06-27T12:30:28","slug":"como-o-novo-lancamento-do-ateez-acendeu-uma-discussao-sobre-o-uso-do-funk-brasileiro-no-k-pop","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blackhits.com.br\/home\/como-o-novo-lancamento-do-ateez-acendeu-uma-discussao-sobre-o-uso-do-funk-brasileiro-no-k-pop\/","title":{"rendered":"Como o novo lan\u00e7amento do ATEEZ acendeu uma discuss\u00e3o sobre o uso do funk brasileiro no K-Pop"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<p>O grupo sul-coreano <strong>os port\u00f5es<\/strong> lan\u00e7ou nesta sexta-feira (26) o seu 14\u00ba mini-\u00e1lbum,<strong> \u201cHORA DE OURO: Parte.5\u201d<\/strong>. Composto por cinco faixas in\u00e9ditas, o projeto escolheu a m\u00fasica<em> &#8220;RUIM&#8221;<\/em> para liderar a nova era do octeto. Promovida pela ag\u00eancia <strong>KQ Entretenimento<\/strong> e pela imprensa coreana como uma faixa-t\u00edtulo totalmente<strong> inspirada no funk brasileiro<\/strong>o resultado final acabou dividindo internautas e gerando debates acalorados nas redes sociais. O motivo do estranhamento \u00e9 o fato de a can\u00e7\u00e3o n\u00e3o possuir nenhum verso em portugu\u00eas, apostando em linhas em coreano e espanhol!<\/p>\n<p><strong>Confira todas as not\u00edcias sobre K-Pop no POPline!<\/strong><\/p>\n<div id=\"attachment_1023780\" style=\"width: 1210px\" class=\"wp-caption alignnone\">\n<p id=\"caption-attachment-1023780\" class=\"wp-caption-text\">(Foto: Twitter @ATEEZofficial)<\/p>\n<\/div>\n<h3><strong>Leia mais:<\/strong><\/h3>\n<p data-path-to-node=\"7\">A recep\u00e7\u00e3o de<em> &#8220;RUIM&#8221;<\/em> exp\u00f4s um descompasso entre o discurso promocional e o produto entregue. Na Coreia do Sul, a imprensa local celebrou a mistura. Portais coreanos destacaram em manchetes que o <strong>os port\u00f5es <\/strong>retornava com <strong>\u201cum toque de Brasil\u201d<\/strong>afirmando que o funk brasileiro \u2014 g\u00eanero ainda pouco familiar ao p\u00fablico coreano \u2014 havia sido <strong>\u201cmisturado de maneira equilibrada ao estilo tradicional do grupo para reduzir qualquer sensa\u00e7\u00e3o de estranhamento\u201d<\/strong>.<\/p>\n<p data-path-to-node=\"8\">No entanto, para a comunidade de f\u00e3s brasileiros e latino-americanos (ATINYs), a escolha criativa soou superficial. Embora a produ\u00e7\u00e3o musical utilize a estrutura r\u00edtmica e a batida marcante do funk, o videoclipe oficial \u2014 que conta com a atua\u00e7\u00e3o da atriz norte-americana <strong>Perseguir Infiniti<\/strong> interpretando uma noiva \u2014 seguiu uma est\u00e9tica de cinema que mistura refer\u00eancias latinas gen\u00e9ricas. A inclus\u00e3o da linha <i data-path-to-node=\"8\" data-index-in-node=\"405\">\u201c<\/i><strong>Sentimos que somos latinas\u201d<\/strong> gerou duras cr\u00edticas, sob a alega\u00e7\u00e3o de que a composi\u00e7\u00e3o misturou identidades de forma confusa, sem uma conex\u00e3o real ou respeito \u00e0 geografia do Brasil, al\u00e9m de n\u00e3o contar com produtores locais na ficha t\u00e9cnica.<\/p>\n<h3 data-path-to-node=\"10\">Tend\u00eancia repetida: o caso recente do P1Harmony<\/h3>\n<div id=\"attachment_1025215\" style=\"width: 1210px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1025215\" class=\"wp-image-1025215 size-full\" src=\"https:\/\/portalpopline.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/1200-900-1-47.png\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"902\"\/><\/p>\n<p id=\"caption-attachment-1025215\" class=\"wp-caption-text\">(Foto: Twitter @P1H_official)<\/p>\n<\/div>\n<p data-path-to-node=\"11\">O epis\u00f3dio do <strong>os port\u00f5es<\/strong> n\u00e3o \u00e9 um caso isolado e acende o alerta para uma pr\u00e1tica que vem se repetindo na ind\u00fastria do K-pop. Em mar\u00e7o deste ano, o grupo <strong>Harmonia P1 <\/strong>enfrentou uma pol\u00eamica id\u00eantica com o lan\u00e7amento do EP<strong> &#8220;EXCLUSIVO&#8221;<\/strong>. A faixa-t\u00edtulo do projeto tamb\u00e9m trazia forte inspira\u00e7\u00e3o e batidas sa\u00eddas diretamente das periferias brasileiras, mas foi escrita inteiramente em espanhol.<\/p>\n<p data-path-to-node=\"12\">Na \u00e9poca, a discuss\u00e3o ganhou for\u00e7a ap\u00f3s uma declara\u00e7\u00e3o dos pr\u00f3prios integrantes durante um programa de divulga\u00e7\u00e3o. Ao ser questionado pelo l\u00edder <strong>Outro<\/strong> sobre o motivo de cantar em espanhol se o conceito da m\u00fasica vinha do Brasil, o membro <strong>Jongseob<\/strong> justificou dizendo que, em sua vis\u00e3o, <strong>\u201co g\u00eanero funk possui muitas m\u00fasicas em espanhol\u201d<\/strong>.<\/p>\n<h3 data-path-to-node=\"13\">O funk como \u201cest\u00e9tica global\u201d no mercado sul-coreano<\/h3>\n<p data-path-to-node=\"14\">O fen\u00f4meno, contudo, mostra que a ind\u00fastria da Coreia do Sul est\u00e1 de olho no ritmo brasileiro h\u00e1 algum tempo, embora nem sempre acerte no tom cultural. Em entrevista recente ao <strong>Linha POP<\/strong>o produtor <strong>Havia<\/strong>do duo brasileiro <strong>Tropkillaz<\/strong> \u2014 que j\u00e1 assinou produ\u00e7\u00f5es de peso para o mercado asi\u00e1tico como <strong>NCT 127<\/strong>, <strong>LISA<\/strong> e <strong>OS SERAFIM<\/strong> \u2014, explicou que a estrutura male\u00e1vel do g\u00eanero facilita essa exporta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<blockquote data-path-to-node=\"15\">\n<p data-path-to-node=\"15,0\"><strong>\u201cNo pr\u00f3prio funk tem mistura de trap, mel\u00f3dico, R&#038;B\u2026 \u00e9 muito livre. Isso faz com que ele se encaixe facilmente na m\u00fasica pop global\u201d<\/strong>destacou Zegon, definindo o K-Pop n\u00e3o como um g\u00eanero musical tradicional, mas como uma est\u00e9tica h\u00edbrida. <strong>\u201cDentro dele existem muitos estilos e as m\u00fasicas s\u00e3o muito complexas, parecem um videogame, com v\u00e1rias fases e mudan\u00e7as de som.\u201d<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p data-path-to-node=\"16\">A an\u00e1lise do produtor ajuda a entender por que o mercado sul-coreano recorre tanto aos beats brasileiros para embalar seus lan\u00e7amentos focados em dan\u00e7a e redes sociais. O contraponto levantado pelos f\u00e3s, no entanto, \u00e9 que quando o interc\u00e2mbio n\u00e3o envolve profissionais do Brasil no est\u00fadio \u2014 como no caso das produ\u00e7\u00f5es do<strong> Tropkillaz<\/strong> \u2014, o resultado corre o risco de cair em uma abordagem rasa, onde a cultura local serve apenas como ferramenta comercial para o mercado global, sem a devida pesquisa ou reciprocidade com o p\u00fablico sul-americano.<\/p>\n<\/div>\n<p><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O grupo sul-coreano os port\u00f5es lan\u00e7ou nesta sexta-feira (26) o seu 14\u00ba mini-\u00e1lbum, \u201cHORA DE OURO: Parte.5\u201d. Composto por cinco faixas in\u00e9ditas, o projeto escolheu a m\u00fasica &#8220;RUIM&#8221; para liderar a nova era do octeto. 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